Liam Neeson tá de volta, mas esqueça os socos de Busca Implacável – em Último Alvo, ele troca a ação por um drama visceral que pode surpreender até os fãs mais hardcore.
Dirigido por Hans Petter Moland, o filme já tá nos cinemas brasileiros e mostra o astro irlandês num papel que desmonta o machão invencível. Será esse o ponto final perfeito pra sua era de tiroteios? Vamos mergulhar nesse dramalhão e tirar nossas conclusões – bora pro papo!
Liam Neeson Fora da Ação: Um Novo Começo?
Desde Busca Implacável (2008), Neeson virou sinônimo de herói brucutu – mas ele nunca se sentiu 100% à vontade nisso. Aos 72 anos, o cara já fala em aposentar as armas, dizendo que é um “intérprete sério” (A Balada de Buster Scruggs, Silêncio). Último Alvo é a prova: ele vive Jim, um capanga cansado que trabalha pra um chefão do crime (Ron Perlman).
Quando o filho arrogante do chefe (Daniel Diemer) entra na jogada, tudo vira um caos – mas não espere explosões. Aqui, o foco é na vida quebrada de Jim.
O roteiro de Tony Gayton (Inferno Sobre Rodas) rejeita o clichê da ação e aposta num estudo de personagem. Jim descobre uma doença neurológica, se apaixona por uma mulher de bar (Yolanda Ross, incrível!) e tenta reacender laços com a filha que abandonou (Frankie Shaw). Fãs de Busca Implacável podem torcer o nariz, mas Neeson tá em casa nesse drama – e o resultado é cru e emocionante.
Hans Petter Moland: O Mestre da Tragédia Masculina
Hans Petter Moland, o norueguês de Vingança a Sangue-Frio (2019), traz uma visão única pra Último Alvo. Ele pinta Boston como um lugar frio e vazio – ruas desertas, paredes podres, um mar gelado. A fotografia de Philip Øgaard corta como faca, e a narração de Neeson, um fiapo de voz, abre o filme com Jim falando do pai: “Não seja covarde”. É o pontapé pra uma desconstrução da masculinidade – um dramalhão que mergulha na vulnerabilidade sem medo de melodrama.
A trilha de Kaspar Kaae, com violão evocativo, dá o tom perfeito. Moland não economiza: Jim é um macho alfa em colapso, e o diretor sabe brincar com isso. Uma cena de sonho com Neeson sorrindo como criança é puro contraste com o corpo frágil que a luz crua revela. Fãs tão dizendo: “Isso é Neeson como nunca vi!”.
Adeus, Busca Implacável: Um Drama Sobre Legado
Último Alvo não é perfeito – às vezes, o pessimismo cansa nas quase 2 horas, e o roteiro tropeça em discursos. Mas o brilho tá em Neeson. Ele larga o herói invencível pra mostrar um homem no fim da linha – doente, perdido, buscando redenção. Contra Perlman como o chefão e Diemer como o filho mimado, Jim é um estudo de legado: um capanga que tenta ser pai, amante e humano de novo.
A relação com a filha e o romance com Ross roubam a cena – é melodrama puro, mas funciona. Neeson se joga: lágrimas, fragilidade, um corpo que já não aguenta. Comparado a Mark Felt, aqui ele vai além – é o cinema vendo um ícone se despir da armadura. Será que ele convence sem dar socos?
Último Alvo: O Fim da Era Neeson na Ação?
O filme mistura ação mínima com drama máximo – uma briga aqui, um tiroteio ali, mas o foco é Jim encarando o vazio. Moland, com seu olhar estrangeiro, faz de Boston um espelho da alma do protagonista – úmida, fria, apodrecida. É um dramalhão masculino sobre segundas chances, cínico mas humano. Fãs de Busca Implacável podem chiar, mas quem curte Neeson “sério” vai aplaudir.
Isso é o adeus da ação pro irlandês? Se for, Último Alvo é um ponto final digno – violento na alma, não nos punhos. Você acha que ele acerta nessa guinada? Comenta aí sua opinião e se esse drama te pegou!